Quem somos?

COMITÊ DE USUÁRIOS DA INFRAESTRUTURA

O LIEV é um laboratório multiusuário, atendenddo demandas de pesquisadores e Programas de Pós-graduação internos e externos à UFPB. O Comitê de Usuários da Infraestrutura do LIEV é formado por docentes e discentes dos Programas de Pós-graduação e Departamentos internos à UFPB e com uso mais frequente do laboratório. O papel desse comitê é analisar e garantir a lisura dos procedimentos adotados e o acesso adequado da infraestrutura a usuários externos ao laboratório.

Qualquer pesquisador externo, ao submeter o pedido de uso da infraestrutura do LIEV, em caso de aprovação, deverá reconhecer o apoio recebido do LIEV em todos os trabalhos de cunho científico resultantes dos estudosrealizados, conforme os modelos abaixo:

  • Publicações em português: “Este trabalho foi parcialmente apoiado pelo Laboratório Integrado de Estudos da Voz (LIEV) ”.
  • Publicações em inglês: “This research was partially supported by the This work was partially supported by the Integrated Laboratory for Voice Research (LIEV)”.

O Comitê de Usuários do LIEV, aprovado élo Comitê Gestor do LIEV, é composto por:

  • Representante usuários do PPGFON/UFPB: Profa. Dra. Isabelle Cahino Delgado
  • Representante usuários do PPGMDS/UFPB: Prof. Dr. Luiz Medeiros Júnior
  • Representante usuários do PROLING/UFPB: Prof. Dr. Giorvan Ânderson dos Santos Alves
  • Represente usuários do corpo discente: Deyverson da Silva Evangelista

Laboratório Integrado de Estudos da Voz

O LIEV – Laboratório Integrado de Estudos da Voz foi criado em 2014, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com a visão de fomentar a formação em pesquisa científica de discentes de graduação e pós-graduação e profissionais que tenham interesse pelo estudo da voz humana, com a articulação entre teoria, prática e rigor metodológico. Os valores do LIEV são pautados no desenvolvimento de estudo da voz humana com a integração de diversas ciências, sempre com ética, seriedade, inovação e precisão metodológica.

O objetivo deste laboratório é realizar estudos e pesquisas sobre os processos envolvidos na produção e percepção da voz, abordando aspectos anatômicos, neurológicos, fisiológicos, acústicos, cognitivos e comportamentais em diferentes contextos da comunicação humana, incluindo indivíduos com e sem alteração em tais processos, além de investigar a variabilidade e desenvolvimento da voz ao longo dos ciclos de vida, e o uso em situações de comunicação profissional, seja na modalidade falada ou cantada. O LIEV tem como meta se tornar um grupo de estudos e pesquisas de referência na área da voz humana com impacto no âmbito regional, nacional e internacional, colocando o Nordeste, mais especificamente a Paraíba, em posição de destaque.

O laboratório conta ainda com a participação de cinco professores pesquisadores com experiência de formação de outros pesquisadores, além de 46 discentes de graduação a pós doutorado, que são a força motriz no direcionamento dos trabalhos.

Este laboratório mantém uma ampla rede de colaboração de abrangência regional, nacional e internacional. Regionalmente, conta com o envolvimento de pesquisadores dos Departamentos de Fonoaudiologia, Medicina, Psicologia, Estatística e Ciências da Computação da UFPB, da Engenharia Elétrica do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). As parcerias nacionais envolvem pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Centro de Estudos da Voz (CEV). Em âmbito internacional, destaca-se a Zürich University e Boston University, além de outras parcerias que estão sendo firmadas no momento.

O Grupo de Pesquisa em questão possui quatro linhas de pesquisa delineadas desde a sua fundação até os dias atuais, a saber: Aspectos neuropsicofisiológicos do comportamento e da voz; Avaliação, diagnóstico e monitoramento multidimensional dos distúrbios de voz; Investigação da variabilidade e dos processos de produção e percepção de voz em diferentes populações; e Recursos tecnológicos aplicados na avaliação dos distúrbios de voz e no reconhecimento de falantes. Dentro das linhas, existem 13 projetos de pesquisa ativos, destes, sete projetos foram ou são atualmente financiados por órgãos de fomento nacional. Este jovem laboratório já foi celeiro da formação de 41 mestres e 10 doutores. O LIEV tem uma produção expressiva, publicou 186 artigos científicos vinculados à UFPB, nesses 10 anos de existência, em periódicos científicos de impacto no âmbito nacional e internacional, além do desenvolvimento e implementação de produtos tecnológicos, sendo de tecnologia leve-dura e de tecnologia dura.

O LIEV conta com quatro salas de apoio: um laboratório de gravação e análise vocal; e um laboratório de pesquisa e reuniões científicas.

(1) Laboratório de Laringologia e Voz (LabVoz): Integrado à Clínica Escola de Fonoaudiologia/UFPB, este ambiente foi submetido integralmente a tratamento acústico, garantindo o isolamento necessário para a coleta de amostras de fala de alta fidelidade de pacientes e voluntários de pesquisas. A sala dispõe de uma infraestrutura robusta para captura e análise de dados, contendo:

Estação de Trabalho: 01 computador desktop e 01 interface de áudio (marca Behringer).

Captação de Áudio e Vídeo: 02 microfones unidirecionais em pedestal (marca Sennheiser, modelo 834) e 01 filmadora Digital Sony DCR-DVD650 (com 60x Zoom Óptico e LCD Touch Panel).

Análise Laríngea e Fisiológica Avançada: O ambiente está equipado com telescópio para videolaringoscopia, sistema de videoestroboscopia e fotografia ultrarrápida da laringe, além de instrumentação para eletroglotografia, avaliação aerodinâmica da fonação e pletismografia digital.

Softwares Especializados: Suíte completa para avaliação acústica e intervenção na área de voz, incluindo FonoView, VoxMetria, VocalGrama e FonoTools (CTS Informática).

(2) Laboratório de Pesquisa Avançada em Voz e Neurorreabilitação (NeuroVox): Ambiente climatizado e acústica integralmente tratada, projetado para a realização de experimentos de alta precisão e discussões científicas. O espaço congrega infraestrutura de ponta para investigações em neuromodulação, neurofisiologia, neuroimagem e comportamento, além de estações de trabalho para processamento de dados.

Infraestrutura de Neuromodulação e Neurofisiologia: O laboratório abriga o Sistema de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) (Modelo Neuro-MS) integrado ao Eletroneuromiógrafo (EMG) (Modelo Skybox/Neuro-EMG-Micro-2). Esta plataforma permite a realização de protocolos de excitabilidade cortical e potencial evocado motor, gerenciados pelo software Neuro-MEP.NET, garantindo sincronização precisa para diagnósticos e pesquisas em reabilitação.

• Neuroimagem e Comportamento: O ambiente dispõe de estações para a operação e a análise de dados dos sistemas de fNIRS (Espectroscopia no Infravermelho Próximo), EEG (Eletroencefalografia) de alta densidade, utilizados de forma integrada ou independente, além de sistemas de Rastreamento Ocular (Eye Tracker) para monitoramento do processamento visual e cognitivo.

Estações de Trabalho e Videoconferência: Para suporte às análises computacionais e gestão de dados, a sala conta com 05 computadores, sendo 03 desktops de alto desempenho para armazenamento e modelagem digital de dados (incluindo inteligência artificial) e 02 notebooks para suporte à coleta de campo, dispostos em 03 mesas de trabalho. O espaço possui ainda infraestrutura para videoconferências e duas bancadas e uma mesa destinadas a reuniões de grupos de pesquisa e discussões clínicas.

Armazenamento e Coleta Móvel: O laboratório possui rede Wi-Fi de alta velocidade, 01 armário grande para guarda de materiais e equipamentos sensíveis, e 04 armários-arquivos para armazenamento seguro de prontuários de pacientes e voluntários. Para coletas externas e híbridas, estão disponíveis 04 tablets (iPads) e 04 microfones headsets (Logitech) com curva de resposta plana, específicos para gravação de amostras de voz de alta fidelidade.

(3) Sala de Fisiologia da Audição e Comunicação (AudiVox): Ambiente com isolamento e tratamento acústico rigoroso, dedicado à investigação aprofundada do sistema auditivo periférico e central e suas interfaces com o processamento cognitivo. Esta sala abriga uma plataforma completa para a identificação de biomarcadores eletrofisiológicos e comportamentais da audição.

• Eletrofisiologia da Audição e Cognição: O laboratório conta com o Sistema IHS Duet de 2 canais, uma workstation avançada para pesquisas em neurociência auditiva. O equipamento realiza potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE/BERA), eletrococleografia (Ecochg) e potenciais de estado estável (ASSR). Diferencia-se pela capacidade de investigar processos cognitivos e a plasticidade neural por meio de potenciais de média e longa latência (MLR, LLR), incluindo o P300 e o Mismatch Negativity (MMN), além do Frequency Following Response (cABR), para a análise do processamento de sons complexos, como a fala. O sistema integra ainda módulos para Emissões Otoacústicas Transientes e Produto de Distorção (TEOAE e DPOAE).

Audiologia Avançada e Alta Frequência: Para avaliação do limiar auditivo com precisão estendida, a sala dispõe do Audiômetro Diagnóstico GSI Pello Plus. Este equipamento de alta performance permite audiometria de alta frequência (até 20.000 Hz), essencial para monitoramento de ototoxicidade e envelhecimento, e inclui testes especializados de fala no ruído (QuickSIN e BKB-SIN) para avaliar a comunicação em ambientes desafiadores.

Diagnóstico da Função da Orelha Média: A infraestrutura inclui o Impedanciômetro TympStar Pro, que oferece timpanometria com múltiplos tons de sonda (226, 678 e 1000 Hz) e testes de função tubária, permitindo a avaliação precisa de neonatos a idosos.

Avaliação em Campo Livre e VRA: O ambiente está equipado com sistema de Campo Livre Estéreo com Reforço Visual (VRA), composto por caixas acústicas e amplificadores integrados, permitindo a avaliação comportamental da audição em crianças e populações com desenvolvimento atípico.

Infraestrutura de Apoio: A sala possui mobiliário ergonômico para o pesquisador e poltrona reclinável para o paciente/voluntário, garantindo o relaxamento necessário para a captação de exames eletrofisiológicos livres de artefatos musculares, além de estação de trabalho computadorizada de alto desempenho para processamento dos sinais.

         

(4) Laboratório de Voz e Emoção EmoVox): Localizado estrategicamente no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), este ambiente foi projetado para aproximar a pesquisa de ponta da prática clínica. A sala possui tratamento acústico especializado, garantindo o isolamento necessário para registros de alta fidelidade em ambiente hospitalar. O EmoVox é dedicado à investigação das interfaces entre a produção vocal, a expressividade e a regulação autonômica e emocional.

Monitoramento Psicofisiológico Integrado: O diferencial desta sala é a presença do Fisiógrafo modelo I-330-C2 + (J&J Engineering). Este sistema avançado de biofeedback e aquisição de sinais permite a coleta simultânea de múltiplas medidas fisiológicas (como condutância da pele, temperatura periférica, respiração e tensão muscular), possibilitando correlacionar alterações nos parâmetros vocais com estados de ativação emocional e estresse do paciente em tempo real.

Captura e Análise Vocal de Alta Precisão: Para a gravação dos sinais de áudio com qualidade de estúdio, a sala está equipada com 02 microfones unidirecionais (Sennheiser, modelo 834) montados em pedestais para estabilidade, conectados a uma interface de áudio profissional (Behringer), garantindo a conversão digital do sinal sem perdas ou ruídos de fundo.

Estação de Processamento e Softwares: A infraestrutura conta com 01 computador desktop de alto desempenho, onde estão instalados os softwares de referência na área: FonoView e VoxMetria (CTS Informática). Essas ferramentas permitem a extração imediata de parâmetros acústicos e a análise espectrográfica da voz, que são então cruzadas com os dados fisiológicos coletados pelo fisiógrafo para uma análise multimodal do comportamento comunicativo.

Última atualização: quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026