Em 17 de novembro de 1955, os farmacêuticos paraibanos
constituíram a Associação Farmacêutica da Paraíba em cujos estatutos
constava como uma das finalidades a criação da Faculdade de Farmácia da
Paraíba, tendo sua instalação ocorrida em 1 de maio de 1956
A
criação do Curso de Farmácia, devido aos altos custos de instalação de
laboratórios, não foi tarefa fácil. Credita-se o êxito ao idealismo de
jovens Farmacêuticos paraibanos, egressos de outras universidades
brasileiras, que visavam formar neste Estado um curso universitário para
formação de profissionais na área do medicamento.
A Faculdade de
Farmácia foi encampada pelo Governo do Estado da Paraíba em 29 de abril
de 1960 e incorporada à Universidade Federal da Paraíba pelo Decreto
Federal nº 3835, de 13 de dezembro do mesmo ano.
Nos anos 50, várias
escolas já haviam incorporado o ensino das análises clínicas e
introduzido, em menor escala, conteúdos relativos à tecnologia
industrial de medicamentos e de alimentos, aprofundando assim o processo
de diversificação do ensino farmacêutico, esboçado desde os anos
trinta. Essa diversificação, dirigida predominantemente para as análises
clínicas, se generalizou com a edição, em 1963, do primeiro currículo
mínimo.
Os cursos passaram, então, a enfatizar e a promover o
desenvolvimento do ensino das análises clínicas e a tratar a temática do
medicamento na atenção à saúde como uma área de interesse "menor",
periférica, tendência do modelo adotado em 1970, pelas próprias
condições da época.
O modelo adotado em 1970, visto como projeto
educacional pensado e implantado nos marcos políticos-ideológicos do
regime militar, em sua fase mais repressiva, foi presidido por uma
concepção tecnicista da educação superior que, dissociou o técnico do
cidadão, privilegiando a formação do primeiro.
No caso da educação
farmacêutica, essa visão procurou reduzi-la à sua dimensão estritamente
técnica, da tecnologia como um fim em si mesma, e não a serviço da
saúde, conduzindo ao obscurecimento da dimensão humanista e social dessa
educação E, por esse caminho, acabou por distanciá-la da realidade
social e política do país.
A formação do profissional farmacêutico
teve seu currículo mínimo aprovado pelo Conselho Federal de Educação em
1969 e desde então, nenhuma mudança significativa foi efetivada. Vale
ressaltar que até 2002, apenas algumas escolas isoladas fizeram pequenas
adaptações, tentando adequar à realidade daquele momento. Mesmo assim,
sem acompanhar a evolução científica e tecnológica, ficando este
profissional, à margem destes processos evolutivos, bem como do seu
papel social enquanto profissional da saúde.
Até 1980 o curso de
Farmácia da UFPB teve seu processo curricular normatizado pela Resolução
8/76 do CONSEPE, e formatado em estruturas curriculares integradas, que
na prática se constituíam num conjunto de disciplinas que tinham pouca
ou nenhuma integração a não ser uma boa disposição de pré-requisitos.
Era formatado para ser aplicado em três anos e meio, com uma excessiva
carga horária semanal de sala de aula.
A estrutura cêntrica
implantada na década de 70, demandava o envolvimento de pelo menos 14
Departamentos, de três centros acadêmicos da Universidade; o que tornava
e torna a interação de conhecimentos uma utopia no processo de
formação.
Em 1984, a Portaria 01/84 da Pró-Reitoria de Graduação
promoveu um rearranjo curricular, acabando com as unidades curriculares,
mas mantendo a mesma postura isolada, desconectada da necessidade de
formação profissional, muito fortemente centrada no conhecimento
tecnológico, desconhecendo um diálogo dos conteúdos e sua materialização
numa prática farmacêutica voltada às necessidades do paciente, e onde o
farmacêutico seja entendido como profissional de saúde.
Em 1984 a
estrutura prevê um curso de 3045 horas para a habilitação I –
Farmacêutico, 1470 horas para a habilitação II- Farmacêutico Industrial e
1410 horas para formação do Farmacêutico bioquímico- Habilitação III.
Com a publicação das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso
de graduação em Farmácia (Resolução CNE/CES 02 de 19/02/2002), surgiu a
necessidade de realizar mudanças estruturais e pedagógicas, visando à
melhoria do profissional a ser formado, envolvendo uma reformulação
curricular em consonância com normas emanadas do CNE/CES e da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nº 9394/96, bem como com a Resolução
34/2004 do CONSEPE/UFPB.
Em 31 de agosto de 2007 o Conselho Superior
de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB, através da Resolução 49/2007,
aprova o Projeto Político Pedagógico do Curso de Graduação em Farmácia;
projeto de formação generalista e em total acordo com as Diretrizes
acima descritas.